observador.ptobservador.pt - 17 set 17:59

“Se os EUA tiverem de se defender, a Coreia do Norte será destruída”

“Se os EUA tiverem de se defender, a Coreia do Norte será destruída”

A embaixadora norte-americana na ONU, Nikki Haley, considera que os Estados Unidos já esgotaram todas as opções no Conselho de Segurança e não exclui a hipótese de um conflito.

Nikki Haley, diplomata representante dos Estados Unidos no Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU), deixou bem claro este domingo que não exclui a hipótese de um conflito militar com Pyongyang. “Se a Coreia do Norte continuar com este comportamento irrefletido, se os EUA tiverem de se defender ou de defender os seus aliados, a Coreia do Norte será destruída. Todos sabemos isso e nenhum de nós quer isso”, declarou a embaixadora na ONU numa entrevista à cadeia de televisão CNN. “Estamos a tentar todas as outras possibilidades, mas há muitas opções militares em cima da mesa.”

Na sequência de um novo anúncio de sanções aos norte-coreanos — que foram aquém do que os norte-americanos pretendiam devido à oposição da China e da Rússia –, Haley explicou que já tem pouca fé na eficácia da ONU ara resolver a questão da Coreia do Norte, dizendo que todas as soluções no Conselho de Segurança “estão praticamente esgotadas”.

A diplomata disse não ver com qualquer mal-estar a possibilidade de ter de passar a responsabilidade do problema ao Secretário da Defesa, James Mattis, dando a entender que a solução pode passar por um conflito militar. E ainda se referiu aos comentários do Presidente Donald Trump quando este disse estar preparado para responder com “fogo e fúria” a Pyongyang: “Não foi uma ameaça vazia”, assegurou Haley.

As declarações da embaixadora norte-americana na ONU surgem dois dias antes de ter início a Assembleia-Geral das Nações Unidas em Nova Iorque e na sequência dos últimos lançamentos de mísseis nucleares disparados pela Coreia do Norte sobre Pyongyang. As soluções discutidas no Conselho de Segurança da ONU têm sido marcadas pela divisão entre a postura mais dura de Washington, face à contenção pedida por Pequim e Moscovo.

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