observador.ptobservador.pt - 17 set 15:14

Santos Silva diz que Portugal está “totalmente comprometido” na luta contra armas nucleares

Santos Silva diz que Portugal está “totalmente comprometido” na luta contra armas nucleares

Augusto Santos Silva garantiu este domingo que a posição de Portugal, no que toca à não proliferação das armas nucleares, é a da NATO. "Estamos totalmente comprometidos com o tratado."

O ministro dos Negócios Estrangeiros assegurou este domingo que Portugal está “totalmente comprometido” com a NATO em torno do tratado de não proliferação de armas nucleares, destacando a importância da sua plena aplicação.

“A posição portuguesa é muito simples: estamos totalmente comprometidos com o tratado de não proliferação das armas nucleares. Pertencemos a uma aliança político-militar, que é a NATO, e evidentemente que concertamos as nossas posições no interior da Aliança a que pertencemos. Todos os nossos aliados sabem que podem contar com Portugal, porque Portugal não toma posições unilaterais no contexto da Aliança”, afirmou Augusto Santos Silva.

Questionado pelos jornalistas, à margem de uma visita aos empresários portugueses presentes em Milão, Itália, na maior feira de calçado do mundo — a MICAM, sobre o que espera da 72.ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque, onde participará em várias reuniões na próxima semana, o ministro dos Negócios Estrangeiros destacou como “uma discussão muito importante” o tema da “possibilidade de assinatura de um tratado de proibição das armas nucleares”.

“A posição da NATO certamente evoluirá, mas na fase em que nós estamos o que é importante é que o tratado de não proliferação das armas nucleares seja plenamente aplicado, e infelizmente não tem sido”, afirmou.

Segundo Santos Silva, há que “olhar” para o “caso mais imediato” no momento – a ameaça nuclear da Coreia do Norte — cujas consequências podem ser imprevisíveis se falhar uma solução político-diplomática capaz”.

Conforme salientou, neste caso “Portugal também intervém ativamente, junto com a restante comunidade internacional, no sentido de poder resolver por meio de pressão económica e de soluções político-diplomática”.

“A NATO tem neste momento 29 Estados membros, dos quais um é Portugal, e nós concertamos a nossa posição com eles. Também concertamos a nossa posição no âmbito da União Europeia, que tem uma posição muito clara designadamente no sentido de ser absolutamente necessário evitar qualquer proliferação de armas nucleares”, concluiu o ministro.

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