expresso.sapo.ptexpresso.sapo.pt - 17 set 09:33

Polícia britânica detém segundo suspeito

Polícia britânica detém segundo suspeito

Depois da prisão de um indivíduo de 18 anos em Dover, uma segunda pessoa de 21 foi presa sábado à noite em Hounslow, arredores de Londres

Pouco antes da meia-noite de sábado as autoridades britânicas detiveram um homem de 21 anos em Hounslow, a oeste de Londres. Trata-se do segundo suspeito preso na sequência do atentado bombista de sexta-feira de manhã no Metro de Londres, na estação de Parson Green, que feriu 30 pessoas, nenhuma das quais com gravidade.

Pouco mais se sabe acerca deste indivíduo mas em relação ao primeiro suspeito detido há alguns pormenores. Trata-se de um homem de 18 anos, capturado sábado de manhã no porto de Dover, no sul do país. A operação implicou a evacuação parcial das instalações portuárias por eventual receio de explosivos ou existência de de riscos para civis.

Segundo um comunicado da polícia de Kent, durante a operação foram recolhidos “diversos objectos” cuja natureza não foi especificada. Pelo porto de Dover transitam mercadorias e passageiros entre o Reino Unido e o resto da Europa, designadamente para os portos de Calais (França) e Ostende (Bélgica), pelo que esta diligência pode pressupor suspeitas de ligações internacionais do ou dos autores do atentado.

A ministra britânica do Interior Amber Rudd disse ser prematuro comentar se os indivíduos presos eram, ou não, conhecidos da polícia, o que é uma resposta indirecta a desabafos do presidente Trump que não resistira a falar sobre um assunto acerca do qual só por milagre estaria mais bem informado que as autoridades inglesas.

Com o nível de alerta elevado desde sábado para “crítico” (iminência de novos atentados), militares foram destacados para guardar pontos sensíveis, nomeadamente centrais nucleares. É o quinto atentado no país em seis meses, sendo o primeiro no Metro desde 2005. Tirando o atentado suicida no concerto de Ariana Grande em Manchester, os restantes envolveram indivíduos isolados ou pequenos grupos com recursos a armas brancas e viaturas.

A bomba do metro – diz a polícia – é diferente da de Manchester, quer pelo explosivo utilizado, quer por ter sido preparada para ser detonada à distância ou por temporização. Isto significa que o terrorista não era um bombista suicida preparado para o “martírio”. Significa também um grau elevado de amadorismo na preparação do artefacto, já que este apenas detonou sem explodir (daí as queimaduras nalguns feridos) nem causar onda de choque ou dispersão de estilhaços.

Tudo isto leva os especialistas a pensar numa reivindicação “puramente oportunista” por parte do Daesh.

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