www.cmjornal.ptMário Pereira - 16 set 01:30

Benfica: como interpretar os sinais

Benfica: como interpretar os sinais

Sintomas de que isto podia acontecer já se tinham revelado.
A derrota caseira na jornada europeia a meio da semana, frente ao CSKA (mediana equipa no contexto do futebol internacional), fez soar campainhas de alarme na Luz. Sintomas de que uma coisa destas podia acontecer a qualquer momento já tinham sido dados em jogos do campeonato pela equipa do Benfica. Foi assim em Chaves, em Vila do Conde e mais recentemente em casa, com o Portimonense.

Com o Rio Ave houve perda de pontos, com os outros dois as vitórias aconteceram sem que tivesse sido diluída a ideia de que caíram do céu, quase aos trambolhões. Os adeptos, sempre atentos, muitas vezes cruelmente atentos, percebem melhor estes sinais do que os treinadores gostam de fazer crer, com estafadas declarações de cátedra. Estão lá para aplaudir, mas também para exigir. Amiúde, para assobiar. Saber interpretar esses apupos, por parte de quem os escuta, só pode ser um exercício de inteligência.

As queixas dos adeptos, amplificadas nos fóruns de discussão que hoje estão à distância de alguns cliques, esbarram invariavelmente na maneira como nesta época foi pensada a construção do plantel. Na forma como se venderam três quintos dos habituais titulares da defesa, por mais de cem milhões de euros, sem que as baixas tivessem sido compensadas. No modo como se adquiriu mais de uma dúzia de reforços, mas apenas dois ou três são usados como opções, num processo que mais parece ter servido interesses empresariais do que objetivos desportivos. Fazer orelhas moucas a isto seria um sinal de autismo.


Palmas também podem ser aviso
O primeiro desaire do FC Porto, nesta época, está desagravado pela excelente prestação da equipa no campeonato. A salva de palmas dos adeptos, no final do jogo com o Besiktas, é a expressão visível de um estado de graça que, pelos vistos, se mantém. Mas que não dura sempre.

O homem do momento
Gastar cerca de 9 milhões de euros na aquisição de Bruno Fernandes está a revelar-se o melhor ato de gestão de Bruno de Carvalho nesta época. Colocar-lhe a fasquia da rescisão nos 100 milhões pode, contudo, vir a ocupar o primeiro lugar das opções acertadas do presidente do Sporting.

Alta tensão no Minho
O dérbi do Minho surge num momento terrível para o Sp. Braga. Com um dos piores arranques de Liga dos últimos anos, fazer má figura em casa com o rival V. Guimarães seria devastador.
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