www.cmjornal.ptRicardo Valadas - 13 ago 01:31

Pés de barro

Pés de barro

Toda a vaidade é perecível. A gula securitária e a ostentação também.
O rei Nabucodonosor, senhor da Babilónia, ostentava os seus escravos e as suas riquezas com uma vaidade incomparável. Um desses escravos, chamava-se Daniel, era o mais inteligente e o mais generoso.

Numa manhã, o rei teve um sonho assustador, que se dissipara à luz do dia, sem saber como findara. De seguida mandou chamar os sábios do reino e exigiu-lhes que lhe dissessem como terminava o sonho. Sem sucesso. Por mais sábio que se seja, ninguém pode adivinhar os sonhos de outra pessoa.

Daniel, no entanto, soube da intenção do rei e pediu a Deus que lhe mostrasse o sonho.

Na madrugada seguinte, Daniel, mal acordou, pediu para ser recebido por Nabucodonosor. Sabia o que o Rei havia sonhado.

- Vós vistes no vosso sonho uma estátua colossal com a cabeça moldada em ouro maciço, os braços e o peito de prata, o ventre de bronze, as pernas de ferro e os pés de barro!

Recordo-me que atiraram uma pedra à estátua – respondeu o Rei - a pedra atingiu os pés de barro, a estátua estremeceu e desmoronou- -se no chão.

Toda a vaidade é perecível. A ostentação e a gula securitária também, e neste campo, Portugal tem gigantes com pés de barro e por muito que mostrem uma cabeça feita de ouro, têm os pés feitos da mais fina argila.
1
1