www.cmjornal.ptOctávio Lopes - 12 ago 01:30

Mais poder para o vídeo-árbitro

Mais poder para o vídeo-árbitro

Os árbitros não podem continuar a ter o poder absoluto.
O vídeo-árbitro já mostrou que é uma das armas mais poderosas para que haja verdade desportiva no futebol. Na Supertaça, contudo, falhou em pelo menos dois lances. O primeiro golo que o Benfica marcou ao V. Guimarães devia ter sido anulado: Seferovic empurrou um adversário no início da jogada.

É verdade, porém, que tal infração passou praticamente despercebida a inúmeras pessoas que viram o jogo através da televisão. Outro lance: o pontapé de Jardel a Rafael Martins. Aquilo era vermelho direto. Foi uma agressão sem bola. E toda a gente viu na TV que foi assim. Soares Dias errou nesses dois lances: no primeiro mandou seguir e o Benfica fez o 1-0; no segundo, nem falta assinalou. Duas falhas inexplicáveis.

Mas estes dois lances podiam ter passado despercebidos a Jorge Sousa, que foi o vídeo-árbitro? Não podiam e ponto final. E passaram porquê? Para proteger Soares Dias? Para manter a "promessa" de que o senhor que tem o apito é que decide? Se foi assim, esta mentalidade tem de ser alterada. E já. Se não a conseguem mudar deem mais poder ao vídeo-árbitro. É preciso acabar com o poder absoluto dos árbitros. Não podem ser eles a ter a última decisão.

Os erros na Supertaça, todavia, não podem colocar em causa a utilização de um sistema que tem todas as condições para acabar com os resultados mentirosos.
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