www.cmjornal.ptAntónio Magalhães - 12 ago 01:30

Já querem matar o vídeo-árbitro?

Já querem matar o vídeo-árbitro?

Não cometam o crime de condenar uma boa medida.
Há seis especialistas de arbitragem que analisam na imprensa desportiva os chamados ‘casos de jogo’. Nem sempre há total consenso na avaliação dos lances. O ‘parecer’ unânime só acontece em situações muito claras. Qualquer lance (e são tantos…) em que a análise depende da interpretação do observador logo estabelece a diferença, até mesmo quando os analistas procuram seguir o "código" do Conselho de Arbitragem.

É que mesmo que haja instruções bem definidas, há sempre uma margem suscetível de proporcionar diferentes interpretações e que portanto dependerá do "nosso" olhar. Vem esta conversa a propósito do vídeo-árbitro e da polémica que se está a criar.

É preciso definitivamente perceber que o VAR só atua perante situações absolutamente claras pelo que todas as outras ficam dependentes da análise subjetiva de quem decide. Sempre foi assim e sempre assim será. Como disse ao ‘Record’ David Ellery, diretor técnico do International Board, "há muitas zonas cinzentas no futebol e isso não vai mudar".

É fundamental que o adepto perceba isto, mas é crucial também que os treinadores e dirigentes (além dos comentadores) sejam os primeiros a compreender essa realidade também porque são eles os primeiros a reagir às situações. Se criarem a confusão entre os adeptos, reclamando, por exemplo, a intervenção do VAR em lances em que ele não "pode" atuar, então estarão a condenar à morte uma das boas medidas tomadas em prol da verdade desportiva.

A semana mais importante da carreira de Varela
De repente, viu-se titular da baliza do Benfica. Varela tem potencial mas falta-lhe o ‘calo’ dos grandes. Está agora a ganhá-lo e cumpre o ciclo de jogos determinante para o seu futuro.

Conquistou confiança, mas ainda está naquela fase em que um lance pode roubar-lhe o sonho.
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