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EUA. Milhares de universitários podem não ser obrigados a pagar empréstimos

EUA. Milhares de universitários podem não ser obrigados a pagar empréstimos

As entidades credoras estão a avançar com ações judiciais. Mas vários juízes têm perdoado as dívidas por considerarem que não existe documentação que comprove que foi contraído um empréstimo por parte dos estudantes norte-americanos do ensino superior

Nos EUA, são milhares os estudantes que têm que contrair empréstimos para poderem frequentar a universidade. Estima-se que cerca de 70% desses alunos tenham de pedir ajuda financeira para tirar um curso superior.

A dívida dos universitários é um problema em crescendo no país, sobretudo entre a classe média, face à subida das matrículas e das propinas anuais desde a crise de 2007. Quando chegam ao primeiro emprego, os recém-licenciados já estão altamente endividados. Ou seja, os primeiros salários são praticamente destinados para o pagamento das dívidas.

Hoje em dia também os credores enfrentam sérios problemas, face ao atraso no pagamento das prestações. Segundo o “New York Times”, dezenas de milhares de estudantes que contraíram empréstimos privados para pagar a faculdade podem não ser obrigados a regularizar a situação, uma vez que há documentação em falta.

As entidades credoras estão a avançar com ações judiciais, mas vários juízes têm perdoado as dívidas por considerarem que não existe documentação que comprove que foi contraído um empréstimo por parte dos estudantes. Casos que fazem lembrar – durante a crise do subprime há uma década – os empréstimos hipotecários que eram declarados incobráveis pelos tribunais norte-americanos por falta de documentos ou documentação inválida.

De acordo com o jornal, os empréstimos contraídos por estudantes junto de entidades privadas – com juros mais altos e menos proteção por parte do consumidor face aos empréstimos ao Governo federal – são os que apresentam mais riscos.

Durante a anterior administração norte-americana, a criação de condições para o alívio da dívida dos estudantes universitários foi uma uma das prioridades no sector educativo. Obama chegou a criar, por exemplo, um regime especial de proteção para os casos de alunos inválidos, que beneficiou cerca de 400 mil estudantes.

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