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BPI antecipa queda dos lucros da Sonae e subida dos da Jerónimo Martins

BPI antecipa queda dos lucros da Sonae e subida dos da Jerónimo Martins

Apesar da descida prevista de 21% do resultado líquido da Sonae, a empresa continua a ser a preferida do BPI no retalho ibérico. Para a Jerónimo Martins, as projecções apontam para um aumento de 8% dos lucros.

Os analistas do BPI acreditam que a Sonae vai apresentar uma descida dos lucros no segundo trimestre deste ano, enquanto a Jerónimo Martins deverá reportar um aumento. Ainda assim, esta unidade de investimento continua a preferir a dona dos supermercados Continente, de entre as retalhistas ibéricas.

Numa nota de análise divulgada esta terça-feira, 18 de Julho, o BPI estima que a Sonae – que apresenta as suas contas a 24 de Agosto - terá terminado o segundo trimestre deste ano com um resultado líquido de 38 milhões de euros, o que representa uma descida de 21% face aos lucros registados no mesmo período do ano passado.

Os analistas justificam a descida homóloga dos lucros com a menor contribuição da Sonae Sierra e com o facto de a empresa ter activado alguns créditos fiscais no ano passado. "Isto deve mais do que compensar os custos extraordinários que foram registados no ano passado (6 milhões de euros), que não estamos a prever nas nossas estimativas este ano", sublinham.  

O BPI destaca que as condições de mercado no retalho alimentar deverão ter pressionado as margens desta unidade, mas a evolução positiva do retalho especializado – consolidação da Salsa – terá garantido algum crescimento do EBITDA (15%) no trimestre.

Assim, os analistas esperam um LfL (like-for-like, ou seja, crescimento das vendas nas lojas que operaram sob as mesmas condições) de 2,4% no retalho alimentar e de 6,3% no retalho especializado, reflectindo o efeito da Páscoa.

Considerando a Jerónimo Martins, DIA, Inditex e Sonae, o BPI destaca que a sua preferência continua a ser esta última na medida em que "os dados macro em Portugal devem continuar a garantir ventos favoráveis para os resultados e avaliação".

Polónia garante evolução positiva da Jerónimo Martins

No que respeita à Jerónimo Martins, o BPI acredita que os lucros terão subido 8% no segundo trimestre deste ano para 103 milhões de euros.

Na nota de análise, os especialistas do BPI referem que a empresa deverá ter mantido uma boa evolução ao nível das vendas, ainda que o aumento dos custos operacionais, das promoções e das perdas associadas aos novos negócios terão continuado a limitar o crescimento dos resultados.

As vendas comparáveis terão crescido 8,4% na Biedronka – o negócio da Jerónimo Martins na Polónia – 2,5% no Pingo Doce e 6% na Recheio.

"A empresa começou a ser mais agressiva em termos de promoções [na Polónia] e isso ajudou à evolução do LfL (…) A grande questão é se essa posição mais agressiva permitiu à Jerónimo Martins acelerar os seus ganhos ao nível da quota de mercado", escrevem os analistas do BPI.

Com uma recomendação neutral para a retalhista, o BPI atribui um preço-alvo às acções de 18,80 euros, 6% acima da actual cotação de 17,725 euros.

Já aos títulos da Sonae, o BPI atribui um ‘target’ de 1,30 euros, o que traduz um potencial de valorização de 27,7%.

A Jerónimo Martins ganha 0,11% para 17,725 euros, enquanto a Sonae sobe 0,3% para 1,018 euros.  

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de "research" emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de "research" na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro.

Bruno Simão/Negócios

Os analistas do BPI acreditam que a Sonae vai apresentar uma descida dos lucros no segundo trimestre deste ano, enquanto a Jerónimo Martins deverá reportar um aumento. Ainda assim, esta unidade de investimento continua a preferir a dona dos supermercados Continente, de entre as retalhistas ibéricas.

Numa nota de análise divulgada esta terça-feira, 18 de Julho, o BPI estima que a Sonae – que apresenta as suas contas a 24 de Agosto - terá terminado o segundo trimestre deste ano com um resultado líquido de 38 milhões de euros, o que representa uma descida de 21% face aos lucros registados no mesmo período do ano passado.

Os analistas justificam a descida homóloga dos lucros com a menor contribuição da Sonae Sierra e com o facto de a empresa ter activado alguns créditos fiscais no ano passado. "Isto deve mais do que compensar os custos extraordinários que foram registados no ano passado (6 milhões de euros), que não estamos a prever nas nossas estimativas este ano", sublinham.  

O BPI destaca que as condições de mercado no retalho alimentar deverão ter pressionado as margens desta unidade, mas a evolução positiva do retalho especializado – consolidação da Salsa – terá garantido algum crescimento do EBITDA (15%) no trimestre.

Assim, os analistas esperam um LfL (like-for-like, ou seja, crescimento das vendas nas lojas que operaram sob as mesmas condições) de 2,4% no retalho alimentar e de 6,3% no retalho especializado, reflectindo o efeito da Páscoa.

Considerando a Jerónimo Martins, DIA, Inditex e Sonae, o BPI destaca que a sua preferência continua a ser esta última na medida em que "os dados macro em Portugal devem continuar a garantir ventos favoráveis para os resultados e avaliação".

Polónia garante evolução positiva da Jerónimo Martins

No que respeita à Jerónimo Martins, o BPI acredita que os lucros terão subido 8% no segundo trimestre deste ano para 103 milhões de euros.

Na nota de análise, os especialistas do BPI referem que a empresa deverá ter mantido uma boa evolução ao nível das vendas, ainda que o aumento dos custos operacionais, das promoções e das perdas associadas aos novos negócios terão continuado a limitar o crescimento dos resultados.

As vendas comparáveis terão crescido 8,4% na Biedronka – o negócio da Jerónimo Martins na Polónia – 2,5% no Pingo Doce e 6% na Recheio.

"A empresa começou a ser mais agressiva em termos de promoções [na Polónia] e isso ajudou à evolução do LfL (…) A grande questão é se essa posição mais agressiva permitiu à Jerónimo Martins acelerar os seus ganhos ao nível da quota de mercado", escrevem os analistas do BPI.

Com uma recomendação neutral para a retalhista, o BPI atribui um preço-alvo às acções de 18,80 euros, 6% acima da actual cotação de 17,725 euros.

Já aos títulos da Sonae, o BPI atribui um ‘target’ de 1,30 euros, o que traduz um potencial de valorização de 27,7%.

A Jerónimo Martins ganha 0,11% para 17,725 euros, enquanto a Sonae sobe 0,3% para 1,018 euros.  
Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de "research" emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de "research" na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro.

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