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Aeroporto no Montijo divide autarcas

Aeroporto no Montijo divide autarcas

Ao contrário de Lisboa e Montijo, os municípios da região de Setúbal mostram-se contrários à localização escolhida para o aeroporto complementar, que apelidam de opção low cost.

Os presidentes das Câmaras de Lisboa e do Montijo, Fernando Medina e Nuno Canta, defenderam esta terça -feira, 18 de Julho, na conferência parlamentar sobre o novo aeroporto, a urgência de se avançar com esta solução para reforcar a capacidade aeroportuária, enquanto Rui Garcia, da associação dos municípios da região de Setúbal criticou a opção do Governo e defendeu a construção de uma infraestrutura de raiz em Alcochete.

Na sua intervenção, Fernando Medina considerou que os actuais constrangimentos no aeroporto Humberto Delgado, designadamente no que respeita ao controlo de fronteiras, "está a comprometer a reputação de Lisboa enquanto destino turístico".

O autarca da capital defendeu a urgência de se avançar rapidamente com a solução e com uma forma de financiamento que desequilibre.

Fernando Medina admitiu que a sua preferência era que a infraestrutura aeroportuária da capital não fosse dentro do complexo, mas sublinhou que decisões do anterior Governo, designadamente a privatização da ANA, alteraram a prespectiva.

Fernando Medina explicou ainda que do avanço do aeroporto complementar no Montijo depende um conjunto de adaptações em termos de mobilidade em Lisboa, adiantando que a autarquia tem vindo a adiar decisões estratégicas pelo adiamento da decisão do aeroporto.

O responsável defendeu que a solução rodoviária deve passar mais pela CRIL do que pela segunda circular e voltou a reclamar a expansão da linha vermelha do metro do aeroporto até ao ao Campo Grande.

Já Nuno Canta, presidente da Câmara do Montijo, saiu em defesa desta localização para o novo aeroporto, considerando que esta é uma oportunidade para o reforço da coesão social, de uma maior justiça entre populações e mais competitividade e emprego.

O responsável lembrou que há aspectos, designadamente como o ruído, que terão de ser mitigados, e lembrou que também o campo de tiro de Alcochete acarretaria impactos ambientais.

Pelo contrário, Rui Garcia, presidente da Câmara da Moita e responsável da Associação de Municípios de Setúbal, considerou que a "opção Montijo traduz a renúncia do Governo de uma visão estratégica do futuro".

O aeroporto complementar no Montijo, em seu entender, não será mais do que "um mero terminal de passageiros low cost", substituindo-se com isso um investimento relevante como será à construção de um aeroporto de raiz em Alcochete por um investimento diminuto.

"Esta opção, limitado na sua capacidade e duração, é uma resposta de baixo custo para a ANA acolher mais passageiros".

Miguel Baltazar/Negócios

Os presidentes das Câmaras de Lisboa e do Montijo, Fernando Medina e Nuno Canta, defenderam esta terça -feira, 18 de Julho, na conferência parlamentar sobre o novo aeroporto, a urgência de se avançar com esta solução para reforcar a capacidade aeroportuária, enquanto Rui Garcia, da associação dos municípios da região de Setúbal criticou a opção do Governo e defendeu a construção de uma infraestrutura de raiz em Alcochete.

Na sua intervenção, Fernando Medina considerou que os actuais constrangimentos no aeroporto Humberto Delgado, designadamente no que respeita ao controlo de fronteiras, "está a comprometer a reputação de Lisboa enquanto destino turístico".

O autarca da capital defendeu a urgência de se avançar rapidamente com a solução e com uma forma de financiamento que desequilibre.

Fernando Medina admitiu que a sua preferência era que a infraestrutura aeroportuária da capital não fosse dentro do complexo, mas sublinhou que decisões do anterior Governo, designadamente a privatização da ANA, alteraram a prespectiva.

Fernando Medina explicou ainda que do avanço do aeroporto complementar no Montijo depende um conjunto de adaptações em termos de mobilidade em Lisboa, adiantando que a autarquia tem vindo a adiar decisões estratégicas pelo adiamento da decisão do aeroporto.

O responsável defendeu que a solução rodoviária deve passar mais pela CRIL do que pela segunda circular e voltou a reclamar a expansão da linha vermelha do metro do aeroporto até ao ao Campo Grande.

Já Nuno Canta, presidente da Câmara do Montijo, saiu em defesa desta localização para o novo aeroporto, considerando que esta é uma oportunidade para o reforço da coesão social, de uma maior justiça entre populações e mais competitividade e emprego.

O responsável lembrou que há aspectos, designadamente como o ruído, que terão de ser mitigados, e lembrou que também o campo de tiro de Alcochete acarretaria impactos ambientais.

Pelo contrário, Rui Garcia, presidente da Câmara da Moita e responsável da Associação de Municípios de Setúbal, considerou que a "opção Montijo traduz a renúncia do Governo de uma visão estratégica do futuro".

O aeroporto complementar no Montijo, em seu entender, não será mais do que "um mero terminal de passageiros low cost", substituindo-se com isso um investimento relevante como será à construção de um aeroporto de raiz em Alcochete por um investimento diminuto.

"Esta opção, limitado na sua capacidade e duração, é uma resposta de baixo custo para a ANA acolher mais passageiros".

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