www.jornaldenegocios.ptUlisses Pereira - 17 jul 10:49

O Bull Market mais importante das nossas vidas

O Bull Market mais importante das nossas vidas

As notícias têm sido boas, Portugal está na moda e inspira confiança. E o mercado está a reagir bem às notícias.
Comente aqui o artigo de Ulisses Pereira

Este é o meu último artigo antes da pausa de Verão. Como habitualmente, nesta época do ano, procuro deixar aqui um resumo da minha visão sobre o actual momento da bolsa portuguesa. Nos últimos três anos, foram sempre textos pessimistas, tristes, que reflectiam o mau momento do mercado nacional. Que bom é, este ano, poder escrever um artigo exactamente oposto, com um sorriso nos lábios e com a palavra optimista a continuar a ecoar na minha cabeça.

Há alguns meses que venho manifestando o meu optimismo quanto à bolsa portuguesa. Os sinais técnicos são evidentes, com resistências quebradas, com uma tendência ascendente bem clara e - sobretudo - sem que tenha surgido qualquer sinal de fraqueza. É verdade que estas subidas assustam muitos investidores, escaldados por muitos anos de violentos "bear markets", mas estranho era se, no actual momento da economia portuguesa, a nossa bolsa não reagisse. Seria sinal de que o mercado estaria morto. Às vezes parece um morto-vivo, mas não lhe façam já o funeral, porque a nossa bolsa levantou-se e andou, qual filme de terror.

A economia cresce a um ritmo ainda não visto este século, o desemprego tem descido continuamente e o índice de confiança dos consumidores portugueses atingiu o seu valor mais alto de sempre. As notícias têm sido boas, Portugal está na moda e inspira confiança dentro e fora das fronteiras. Não quero entrar numa discussão política se o mérito é do actual Governo com o fim da austeridade ou se foi do anterior, limpando a casa, com uma austeridade aguda. O que sei é que as notícias são boas e o mercado está a reagir bem a isso.

Noutros tempos, o mercado ignorava as boas notícias e reagia às más. Actualmente, sucede exactamente o oposto. Sinais dos tempos e de um clássico "bull market". E até o cepticismo reinante entre os investidores em cada subida faz parte deste movimento, com os investidores a não acreditarem que algo mudou. Ou melhor, tudo mudou.

A acção que sempre tenho considerado como o grande barómetro do PSI, a Sonae SGPS, tem tido um bom desempenho e teve uma última semana excelente, ultrapassando o seu máximo relativo. O BCP confirmou a quebra da resistência na zona dos 0,234, continuando sem dar qualquer sinal de fraqueza. A Jerónimo Martins mantém intocável o seu "bull market". Umas atrás das outras, as acções vão seguindo o rumo ascendente.

O mercado é dos touros. E o seu alimento preferido não é nenhum alimento nem ração, mas sim o cepticismo. É com base nele que se constroem os "bull markets" e este não está a ser excepção. Depois de tantos anos de descidas, tristezas e buracos negros, a bolsa portuguesa levantou-se, embora haja quem continue a fechar os olhos à nova realidade. Confesso que este fato de touro que trago vestido desde o final de Março (na quebra da resistência dos 4800/4850 pontos do PSI) me faz sentir bem e confortável. Foram muitos anos como velho de Restelo disfarçado no fato de urso.

Agora é tempo de fazer uma pausa nos mercados. Além do normal período de férias, estarei como treinador da selecção nacional júnior de andebol feminina no Campeonato Europeu na Eslovénia. Há vida além da bolsa, por mais estranho que isto possa parecer a quem me lê semanalmente a falar de acções, touros, gráficos e dinheiro. Por isso, além de desejar que este "bull market" na bolsa portuguesa continue a dar alegrias aos investidores, desejo sobretudo que aproveitem o sol e o tempo que passarem junto a quem mais gostam. É esse o "bull market" mais importante nas nossas vidas.



Nem Ulisses Pereira, nem os seus clientes, nem a DIF Brokers detêm posição sobre os activos analisados. Deve ser consultado o disclaimer integral aqui


Analista Dif Brokers
[email protected]

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Este é o meu último artigo antes da pausa de Verão. Como habitualmente, nesta época do ano, procuro deixar aqui um resumo da minha visão sobre o actual momento da bolsa portuguesa. Nos últimos três anos, foram sempre textos pessimistas, tristes, que reflectiam o mau momento do mercado nacional. Que bom é, este ano, poder escrever um artigo exactamente oposto, com um sorriso nos lábios e com a palavra optimista a continuar a ecoar na minha cabeça.
Há alguns meses que venho manifestando o meu optimismo quanto à bolsa portuguesa. Os sinais técnicos são evidentes, com resistências quebradas, com uma tendência ascendente bem clara e - sobretudo - sem que tenha surgido qualquer sinal de fraqueza. É verdade que estas subidas assustam muitos investidores, escaldados por muitos anos de violentos "bear markets", mas estranho era se, no actual momento da economia portuguesa, a nossa bolsa não reagisse. Seria sinal de que o mercado estaria morto. Às vezes parece um morto-vivo, mas não lhe façam já o funeral, porque a nossa bolsa levantou-se e andou, qual filme de terror.
A economia cresce a um ritmo ainda não visto este século, o desemprego tem descido continuamente e o índice de confiança dos consumidores portugueses atingiu o seu valor mais alto de sempre. As notícias têm sido boas, Portugal está na moda e inspira confiança dentro e fora das fronteiras. Não quero entrar numa discussão política se o mérito é do actual Governo com o fim da austeridade ou se foi do anterior, limpando a casa, com uma austeridade aguda. O que sei é que as notícias são boas e o mercado está a reagir bem a isso.
Noutros tempos, o mercado ignorava as boas notícias e reagia às más. Actualmente, sucede exactamente o oposto. Sinais dos tempos e de um clássico "bull market". E até o cepticismo reinante entre os investidores em cada subida faz parte deste movimento, com os investidores a não acreditarem que algo mudou. Ou melhor, tudo mudou.
A acção que sempre tenho considerado como o grande barómetro do PSI, a Sonae SGPS, tem tido um bom desempenho e teve uma última semana excelente, ultrapassando o seu máximo relativo. O BCP confirmou a quebra da resistência na zona dos 0,234, continuando sem dar qualquer sinal de fraqueza. A Jerónimo Martins mantém intocável o seu "bull market". Umas atrás das outras, as acções vão seguindo o rumo ascendente.
O mercado é dos touros. E o seu alimento preferido não é nenhum alimento nem ração, mas sim o cepticismo. É com base nele que se constroem os "bull markets" e este não está a ser excepção. Depois de tantos anos de descidas, tristezas e buracos negros, a bolsa portuguesa levantou-se, embora haja quem continue a fechar os olhos à nova realidade. Confesso que este fato de touro que trago vestido desde o final de Março (na quebra da resistência dos 4800/4850 pontos do PSI) me faz sentir bem e confortável. Foram muitos anos como velho de Restelo disfarçado no fato de urso.
Agora é tempo de fazer uma pausa nos mercados. Além do normal período de férias, estarei como treinador da selecção nacional júnior de andebol feminina no Campeonato Europeu na Eslovénia. Há vida além da bolsa, por mais estranho que isto possa parecer a quem me lê semanalmente a falar de acções, touros, gráficos e dinheiro. Por isso, além de desejar que este "bull market" na bolsa portuguesa continue a dar alegrias aos investidores, desejo sobretudo que aproveitem o sol e o tempo que passarem junto a quem mais gostam. É esse o "bull market" mais importante nas nossas vidas.

Nem Ulisses Pereira, nem os seus clientes, nem a DIF Brokers detêm posição sobre os activos analisados. Deve ser consultado o disclaimer integral aqui


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