www.jn.ptjn.pt - 17 jul 21:58

▶ Vídeo: Arrastada pelo metro depois de ficar com mala presa na porta

▶ Vídeo: Arrastada pelo metro depois de ficar com mala presa na porta

Uma mulher de 43 anos foi arrastada por uma composição do metro, ao longo da plataforma da estação, em Roma, depois de a sua mala ficar presa nas portas da carruagem. O incidente está sob investigação.

Imagens captadas por uma câmara de videovigilância do local, agora divulgado pela imprensa italiana, mostra Natalya Garkovich, de 43 anos, a entrar no metro, na estação Termini, antes de mudar de ideias e sair.

Foi nessa altura que a alça da mala ficou presa nas portas da carruagem. Várias pessoas tentaram ajudá-la a libertar-se, mas sem sucesso. A mulher não terá, no entanto, sido arrastada pelo túnel.

O condutor só se terá apercebido do acidente na estação seguinte.

Como resultado do acidente, Natalya Garkovich foi internada nos cuidados intensivos. A mulher, que será de nacionalidade bielorussa, ficou com vários ossos partidos, segundo a "BBC".

O incidente está a sob investigação. Segundo a imprensa italiana, apesar de vários passageiros a bordo do metro terem puxado as alavancas de emergência, o veículo não travou. É referido também que as portas do metro deveriam ter detetado a alça da mala, impedindo o avanço do veículo.

Num excerto de outro vídeo, é possível ver o condutor do metro, Gianluca Tonelli, a comer, enquanto está parado na estação. Mas o homem já afirmou que seguiu o protocolo. "No vídeo, é possível ver que eu olhei duas vezes pelo espelho. Eu não fui imprudente", explicou.

"Eu sei que cometi um erro e estou devastado pelo que aconteceu àquela senhora", afirmou Gianluca Tonelli ao jornal italiano "Corriere della Sera", citado pela "BBC".

Para Carlo Rienzi, presidente do grupo dos direitos do consumidor Codacons, não se deve procurar atribuir toda a culpa ao condutor do veículo. "Os sistemas de emergência a bordo do veículo devem funcionar", explicou. "Logo, consideramos absurdo e ofensivo dizer que o condutor do metro é inteiramente responsável, quando se devia investigar cuidadosamente os sistemas de segurança do metro de Roma e o seu correto funcionamento", rematou.

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